No mundo moderno, vivemos cercados por telas. Se antes a televisão e o computador eram os principais veículos de comunicação visual, hoje os smartphones dominaram esse espaço. Esse cenário mudou drasticamente a forma como as marcas se comunicam com seu público, trazendo à tona a necessidade de um design mais simples e direto: o minimalismo.
De acordo com um relatório da Datareportal, o uso de smartphones continua a crescer em ritmo acelerado, com mais de 5,6 bilhões de pessoas usando dispositivos móveis em 2023. Isso significa que grande parte das interações das pessoas com marcas acontece através de uma tela pequena. Neste contexto, a legibilidade e a clareza dos elementos visuais se tornaram vitais.
Os consumidores estão cada vez mais impacientes e seletivos, esperando que as informações sejam transmitidas de forma rápida e clara. Com isso surge a necessidade das marcas simplificarem suas identidades visuais para garantir que sejam facilmente reconhecíveis e lembradas.
Conhecendo o Minimalismo
Nas artes plásticas, o minimalismo surge em Nova Iorque, na década 50, quando um grupo de artistas passou a lançar mão de poucos elementos para fundamentar suas obras, abusando de atributos visuais criados a partir de um pequeno número de cores. Já no design, o minimalismo surge e se fortalece um pouco mais adiante, em 1980, ainda em Nova Iorque, destacando-se nas mãos de Philippe Starck (1949), Shiro Kuramata (1934-1991) e John Pawson (1949).

Em termos gerais, o minimalismo é caracterizado pela austeridade e síntese, inclusive dos meios e usos da abstração. Uma estratégia visual que usa da ausência de elementos para ressaltar algo em específico, o minimalismo é tudo, menos chato, afinal, usar trazer significado e presença ao vazio nada mais é do filosófico e incrivelmente cativante.
O minimalismo na estratégia visual das marcas
Em um estudo publicado pela Forbes, especialistas destacam que a simplicidade não é apenas uma tendência estética, mas uma necessidade prática. “Logos minimalistas são mais fáceis de reconhecer e escalar para diferentes formatos digitais, especialmente em dispositivos móveis”, afirma a revista. Ao remover elementos complexos e focar na essência da marca, o minimalismo permite uma leitura rápida e uma associação imediata, aumentando a eficácia da comunicação.
Diversas marcas globais têm adotado essa abordagem. A Apple, por exemplo, tem um dos logos mais reconhecíveis do mundo, composto por uma simples maçã mordida. O redesign do logo da Mastercard em 2016 também reflete essa tendência, onde a marca simplificou seu símbolo para apenas dois círculos entrelaçados, eliminando detalhes desnecessários e palavras redundantes.
Esses movimentos mostram que o minimalismo vai além de uma simples questão de moda. Ele se tornou uma estratégia essencial para garantir que as marcas sejam percebidas da forma correta em qualquer tipo de dispositivo, seja ele uma televisão ou um smartwatch.
Adotar uma identidade visual minimalista não só melhora a legibilidade em telas pequenas, mas também transmite uma imagem de modernidade e confiança. Em um mundo onde a sobrecarga de informações é uma constante, marcas que optam por um design simples e claro demonstram uma postura mais transparente e focada.

À medida que avançamos em um mundo cada vez mais digital, onde a interação com as marcas ocorre majoritariamente em telas pequenas, o minimalismo surge não apenas como uma tendência estética, mas como uma estratégia essencial. As marcas que adotam uma abordagem simplificada em seus logos e identidades visuais estão melhor posicionadas para se destacar, garantir legibilidade e, mais importante, construir confiança e reconhecimento duradouro com seus públicos.
Ao considerar a simplicidade como um elemento central de suas estratégias visuais, as empresas não estão apenas se adaptando aos tempos; elas estão se preparando para prosperar em um mundo onde menos é, definitivamente, mais.